#SEMANA 31
🛢️ Barril de Petróleo ↑ +4,2%
🚢 China → Brasil ↓ -6,38%
✈️ China → Brasil ↑ +4,21%
* Período de comparação: 15 dias.
RESUMO DA EDIÇÃO
⚔️ Brasil se defende (como pode) do tarifaço;
☠️ China registra crescimento no H1;
🆕 Antaq nega pedido do Porto de Itajaí;
🗽 Giro nas importações;
🌪️ Tufão Bavi passou, mas o caos não.
✈️ Verão pune o hemisfério norte;
🛑 Atualização no CTT geram atrasos no aéreo;
🚚 Ministério recomenda vetar trechos de projeto rodoviário.

#ELÁVAMOSNÓS
E o tarifaço, hein?
As sobretaxas de 25% e 12,5% impostas pelos Estados Unidos alcançam cerca de 16,5% das exportações brasileiras ao país. Com isso, essa fatia de vendas está sujeita a uma alíquota de 37,5% adicional para entrar no mercado americano.
O governo brasileiro acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o tarifaço imposto por Donald Trump sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos.
O mecanismo da OMC tem o objetivo de assegurar que os países cumpram os acordos comerciais e que medidas consideradas incompatíveis possam ser contestadas.
A consulta é uma etapa anterior à eventual abertura de um painel, mecanismo de julgamento dentro da organização. No ano passado, o governo brasileiro acionou o mecanismo contra as tarifas impostas pelos EUA. Essas tarifas foram suspensas pela Suprema Corte norte-americana.
No entanto, integrantes da diplomacia do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que recurso seria “simbólico” e para “marcar posição” diante dos Estados Unidos.
Após os anúncios das tarifas, o governo brasileiro afirmou que iniciaria "imediatamente" os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade
A Lei da Reciprocidade Econômica é um instrumento legal brasileiro que autoriza o governo a adotar contramedidas proporcionais contra nações que imponham barreiras comerciais, tarifas ou restrições injustas que prejudiquem a competitividade do Brasil.
Ela não é uma exclusividade do Brasil. Mecanismos parecidos são utilizados pelas maiores economias do mundo para proteger seus mercados.
Grandes potências usam leis semelhantes como um "escudo" comercial:
Estados Unidos: Usam a Seção 301 para aplicar tarifas contra taxas que consideram injustas.
União Europeia: Possui regras para retaliar imediatamente se um país quebrar acordos.
China: Adota a reciprocidade estrita para responder a restrições de outros países.
Na prática, essas leis funcionam como uma moeda de troca na diplomacia. Elas servem para forçar negociações e garantir que as empresas locais compitam em igualdade de condições no mercado internacional.
#FRETE
PIB da China registra crescimento no primeiro semestre do ano

Porto de Yantian
Apenas a China já divulgou o PIB completo do primeiro semestre (H1). Brasil e Estados Unidos ainda não fecharam oficialmente o período.
A China registrou um PIB de 69,57 trilhões de yuans entre janeiro e junho. O setor de serviços avançou 5,2%, a indústria e construção cresceram 3,9%, e o setor primário, 3,7%.
No Brasil, o PIB do primeiro trimestre atingiu R$ 3,251 trilhões. O crescimento de 1,1% sobre o fim de 2025 foi sustentado pelo consumo das famílias e pelos investimentos, enquanto as exportações recuaram.
Nos Estados Unidos, o crescimento de 2,1% é apresentado pelo padrão americano de taxa trimestral anualizada; por isso, não deve ser comparado diretamente aos 4,7% da China, que representam crescimento acumulado sobre o mesmo semestre do ano anterior.
Em resumo: a China chega à metade de 2026 com crescimento robusto de 4,7%. Brasil e EUA apresentam expansão mais moderada, mas a comparação definitiva do H1 dependerá dos números do segundo trimestre — 30 de julho nos EUA e 1º de setembro no Brasil.
#CLIMÃO
Antaq nega pedido do Porto de Itajaí e mantém concessão do canal portuário em andamento
O processo de concessão do canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí seguirá em frente após a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) rejeitar o pedido de suspensão apresentado pela Superintendência do Porto de Itajaí.
O pedido veio a público na sexta-feira, 24 de julho, quando a administração portuária solicitou uma paralisação cautelar do processo, que já se encontra na fase final de elaboração do edital. A Superintendência argumentou que a modelagem deveria passar por uma nova revisão para corrigir possíveis problemas técnicos, econômicos, regulatórios e procedimentais.

Canal de acesso ao porto de Itajaí.
Segundo a gestão do porto, não haveria necessidade imediata de conceder o canal à iniciativa privada, pois a manutenção da dragagem está garantida por um contrato com a empresa Van Oord, vigente desde abril de 2026. Outro ponto levantado foi o possível impacto financeiro: a concessão transferiria ao futuro operador as receitas das tarifas do canal, enquanto algumas despesas de gestão, segurança e fiscalização continuariam com a autoridade portuária.
A Superintendência também defendeu que a concessão do canal fosse discutida em conjunto com o arrendamento do terminal portuário, cujo processo está em consulta pública e tem leilão previsto para 2027.
Na sequência, em nota técnica publicada na segunda-feira, 28 de julho, a Antaq negou o pedido. A agência afirmou que não encontrou irregularidades capazes de justificar a interrupção e considerou atendidas as determinações feitas anteriormente pelo Tribunal de Contas da União.
A Antaq também questionou a legitimidade jurídica da Superintendência para solicitar a suspensão, já que a administração do Porto de Itajaí está vinculada à Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba). Segundo a matéria, a Codeba não teria sido comunicada previamente e informou que apuraria internamente o caso.
Com a negativa, o edital continua em análise jurídica e deve ser publicado até setembro. A concessão prevê contrato de 25 anos, prorrogável por até 70 anos, e aproximadamente R$ 350 milhões em investimentos, incluindo o aprofundamento do canal para 16 metros, a retirada do navio Pallas e a conclusão da nova bacia de evolução.
Entenda o cenário
Na prática, o Porto de Itajaí tentou desacelerar o processo para revisar o modelo e avaliar seus impactos financeiros e operacionais. A Antaq, porém, entendeu que os estudos já foram ajustados, que as exigências dos órgãos de controle foram cumpridas e que não há razão técnica ou jurídica para interromper o cronograma.
Assim, apesar da divergência entre a administração local e a agência reguladora, o Governo Federal mantém, por enquanto, a intenção de realizar o leilão da concessão do canal ainda em 2026.
#CHINAPÓSTUFÃO
Portos e aeroportos chineses retomam operações, mas atrasos continuam após tufões
Até 29 de julho, os principais portos e aeroportos da China já retomaram suas atividades após a passagem dos tufões Bavi, no leste do país, e Noul, que atingiu recentemente o sul da China. O risco meteorológico imediato diminuiu, mas a cadeia logística ainda enfrenta congestionamentos, filas de navios e reprogramações.
Situação dos portos
Os terminais de Shenzhen, Hong Kong, Guangzhou/Nansha, Xiamen e Fuzhou voltaram a operar após suspensões preventivas provocadas pelo tufão Noul. No entanto, há limitações na disponibilidade de agendamentos, acúmulo de contêineres nos pátios e restrições nos horários previstos para atracação dos navios.
Em Shanghai e Ningbo, afetados anteriormente pelo tufão Bavi, as operações também foram normalizadas, mas os portos ainda processam o volume represado durante as paralisações. Algumas escalas foram omitidas ou remanejadas pelas companhias marítimas, e estimativas do setor indicavam que a eliminação completa das filas poderia levar cerca de duas semanas.
Blank Sailings à vista!
Semana 32: Linha SSA/ESA3/SEAS2, operado pela COSCO/EMC/CMA/PIL em parceria.
Semana 34: Linha FIL, operado pela HMM.
Semana 34: Linha ASA S1, operado pela MSK/HPL/ZIM.
Semana 34: Linha Santana, operado pela MSC.
Com a congestão nos portos após tufão e acumulo de cargas, armadores vem focando suas estratégias comerciais em blank sailing e omissões para vir com nova aplicação de GRI após queda no valor do frete, o que consequentemente deve aumentar o valor do frete para Agosto.
☀️OPORTUNIDADE!
Nossa equipe vem tendo ÓTIMAS oportunidades de frete competitivos em contratos de: Painéis solares, Pneus, Autoparts, Textil, Fitness. Fale com a gente 😉

#ATRASOS
China, Europa e EUA sofrem com o calor excessivo - Frete aéreo tem aumento de custos
Onda de calor gera queimadas, desalojamentos e crise na Europa.

O governo da Espanha declarou emergência nacional, onde um dos incêndios mais graves da Europa, em Ávila, a oeste de Madri, devastou mais de 500 quilômetros quadrados nos últimos dias.
É o maior incêndio já registrado na Espanha. Dezenas de milhares de pessoas foram desalojadas.
O governo espanhol afirmou que os incêndios começam a ser controlados, mas alertou que uma nova onda de calor pode agravar a situação.
Enquanto isso, na França, bombeiros seguem combatendo o fogo na região de Gironde, no sudoeste do país, perto da cidade de Bordeaux. Mais de 220 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas.
Reflexo no frete aéreo e rodoviário
Com o verão Europa e Chinês P-E-G-A-N-D-O, a disponibilidade de frete aéreo acaba ficando limitada devido ao consumo maior de combustível pelo calor e capacidades reduzidas para dar espaço para passageiros e malas e com isso acabam inflando o valor por kg das cargas aéreas.
Além disso, atrasos de 10 dias são esperados para rotas de origem dos EUA via American Airlines para Guarulhos.
Em algumas regiões, há interdições de rodovias, atrasos em operações aeroportuárias e restrições pontuais no transporte, o que pode gerar impactos nas cadeias de suprimentos e no trânsito de cargas.
Segundo a EUROCONTROL, as condições meteorológicas continuam sendo a principal causa dos atrasos na rede europeia, representando cerca de 55% dos atrasos ATFM, com destaque para França, Alemanha e Áustria. Esse é um ponto relevante para clientes que embarcam cargas via hubs como CDG, FRA, AMS, MAD e BCN, pois conexões podem sofrer alterações operacionais mesmo que os aeroportos não estejam diretamente afetados pelas queimadas.
#IMPORTAÇÃO
Atualizações no CCT causam atrasos na recepção de cargas em GRU e VCP
Nossa equipe vem relatando atrasos superiores a 24 horas na recepção eletrônica de mercadorias pelo CCT nos aeroportos de Guarulhos e Viracopos, mesmo após a chegada e o desembarque dos voos.
Em um dos casos acompanhados em Viracopos, uma aeronave chegou na noite de 27 de julho, mas a carga permaneceu registrada como “em área de transferência ou não descarregada”, impedindo a continuidade do despacho. Situação semelhante foi observada em Guarulhos.
Os terminais atribuem os atrasos às recentes atualizações do CCT e do Portal Único Siscomex. Entre 25 e 27 de julho, sistemas aduaneiros ficaram indisponíveis para a implantação do CNPJ alfanumérico, afetando registros e processos da cadeia logística aérea.
Apesar da retomada dos sistemas, os reflexos da migração ainda podem provocar lentidão no processamento e na liberação de algumas cargas.
#VEMQUETEM
Consolidadas Fast Shipping
Confira as nossas rotas consolidadas no aéreo:
🥨 Alemanha → Guarulhos
🗺️ Rota: FRA x LIS/MAD x GRU
📅 Frequência: Semanal
⏱️ Transit Time: 2/3 dias
🗽 EUA → Guarulhos
🗺️ Rota: MIA x MCO x GRU
📅 Frequência: Semanal
⏱️ Transit Time: 1/2 dias
🗽 China → Guarulhos
🗺️ Rota: PVG x DFW x JFK x GRU
📅 Frequência: Semanal
⏱️ Transit Time: 12/14 dias
🤌🏼 Itália → Guarulhos
🗺️ Rota: MXP x LIS x NBJ x GRU
📅 Frequência: Semanal
⏱️ Transit Time: 3/4 dias
Devido ao cenário atual de restrição de espaço no mercado aéreo, alguns embarques podem apresentar retenção em conexões e extensão no transit time previsto.
Todos os embarques permanecem sujeitos à disponibilidade de espaço das companhias aéreas no momento da confirmação.
#AVIAÇÃOCIVIL
Copa Airlines amplia conexões no Panamá e reforça rotas para o Brasil
A Copa Airlines anunciou a ampliação da estrutura de conexões no Hub das Américas, localizado no Panamá. A companhia passará de seis para oito bancos de horários, distribuindo melhor os voos ao longo do dia e oferecendo mais alternativas de itinerários aos passageiros.
A nova configuração começa a operar em março de 2027, mas os voos já estão disponíveis para venda. A mudança deve beneficiar viagens entre América do Norte, México, Brasil e outros destinos latino-americanos, reduzindo tempos de conexão e permitindo chegadas mais cedo.
No Brasil, cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Manaus, Salvador e Florianópolis terão opções mais atrativas, especialmente pela manhã e à tarde.
A Copa opera mais de 85 destinos em 30 países e também prepara sua estrutura para receber novas aeronaves Boeing nos próximos anos.
#CRESCIMENTO
Viracopos registra alta de 11,5% na movimentação de cargas
O Terminal de Carga de Viracopos movimentou 148,4 mil toneladas no primeiro semestre de 2026, crescimento de 11,5% frente às 133,1 mil toneladas registradas no mesmo período de 2025. O avanço foi impulsionado pelos setores metal-mecânico, aeroespacial, tecnológico, farmacêutico e de cargas diversas.
O fim da chamada “taxa das blusinhas” também contribuiu para a alta na movimentação do e-commerce. O governo federal zerou o Imposto de Importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 por meio de uma Medida Provisória assinada em maio. A isenção do tributo federal reduziu os custos dos pedidos em plataformas de e-commerce.
A carga nacional apresentou o maior crescimento, com alta de 18,5%, seguida pelas exportações, com 11,3%, e importações, com 3,8%. As remessas expressas internacionais avançaram 31%, beneficiadas pelo crescimento do comércio eletrônico e pela estrutura do TECEX.
Responsável por aproximadamente um terço da carga aérea que chega ao Brasil, Viracopos também prepara um novo armazém dedicado a produtos farmacêuticos, previsto para 2027.

#FOCO
Ministério recomenda veto a trechos de projeto que cria piso mínimo do frete para caminhoneiros
Entre as recomendações enviadas à Casa Civil, o Ministério dos Transportes pede o veto ao trecho que anistia multas de caminhoneiros envolvidos nos bloqueios de 2022. Segundo a pasta, o dispositivo não tem relação com o tema do projeto.
A pasta recomenda a retirada de seis dispositivos do texto aprovado. Entre eles, está o trecho que concede anistia às multas aplicadas a motoristas e transportadores de cargas durante os bloqueios em rodovias após o resultado das eleições de 2022.
A justificativa, o Ministério dos Transportes afirma que o dispositivo trata de matéria de anistia político-administrativa, sem relação com o piso mínimo do frete ou com o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).
O parecer também recomenda o veto ao trecho que suaviza a aplicação de sanções aos caminhoneiros ao prever a conversão de autuações e infrações administrativas por excesso de peso em advertência.
Outro ponto que a pasta pede para ser retirado é o dispositivo que permite à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) estabelecer pisos mínimos diferenciados para determinadas operações.
Outros vetos recomendados
O Ministério dos Transportes também recomenda o veto aos seguintes dispositivos:
➡️Alteração da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para instituir um piso salarial nacional para motoristas;
➡️Criação do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas), voltado ao fomento da modernização, da eficiência logística, da segurança viária, da sustentabilidade ambiental, da renovação da frota, da qualificação profissional e do desenvolvimento do transporte rodoviário de cargas;
➡️Alteração do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), com normas sobre excesso de peso e uso de equipamentos de fiscalização de velocidade para autuação, entre outros pontos;
➡️Mudança nas regras da contribuição previdenciária do Transportador Autônomo de Cargas (TAC).
Nas justificativas, o Ministério dos Transportes sustenta que esses dispositivos não têm relação com o objeto do Projeto de Lei, que trata do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e da política de pisos mínimos do frete.
A Casa Civil deve consolidar os pareceres dos demais ministérios envolvidos na análise do projeto para subsidiar a decisão do Palácio do Planalto. Pela Constituição, o presidente Lula tem 15 dias úteis para sancionar ou vetar a proposta. O prazo para a manifestação do Executivo termina em 6 de agosto.
Por hoje é só.
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