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RESUMO DA EDIÇÃO
⚔️ Cessar-fogo de guerra se mantém?
🪷 Índia tem destaque nas importações
⛈️ Tempestade causa transtornos na logística americana
🗽 Frete de exportações para os EUA segue pressionado
⛽ Petrobras anuncia redução no valor de combustível para aviação
🚚 Crise no setor de transportes vira tendência global.

#GUERRA
Cessar-fogo entre EUA, Israel e Irã segue instável, mas petróleo dá sinais de queda
A tensão entre Estados Unidos, Israel e Irã continua elevada, mesmo após o anúncio de um cessar-fogo. O acordo ainda tenta abrir espaço para negociações sobre o programa nuclear iraniano e a segurança no Oriente Médio, mas os últimos dias foram marcados por novas acusações de violação da trégua.
Donald Trump voltou a endurecer o tom contra Teerã. Em publicação nas redes sociais, o presidente acusou o Irã de descumprir o cessar-fogo e afirmou:
“Pode chegar um ponto em que não seremos mais capazes de ser razoáveis e seremos forçados a concluir militarmente o trabalho que começamos com muito sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir.”
Apesar da ameaça, a via diplomática ainda não foi abandonada. O principal impasse envolve as condições para avanço das negociações e o controle da navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo e o gás.
Mesmo com o cenário delicado, o mercado de energia vem reagindo com alívio parcial. O Brent recuou para a faixa de US$ 71 a US$ 72 por barril, enquanto o WTI ficou próximo de US$ 68 a US$ 69, refletindo a expectativa de continuidade das conversas e a retomada gradual da navegação em Ormuz. Ainda assim, qualquer novo ataque ou impasse pode reacender a volatilidade nos preços.

Queda no barril de petróleo cru
#FRETE
Canal de Ormuz tem reabertura parcial
O Estreito de Ormuz não está totalmente fechado, mas também não voltou à normalidade.
A situação atual é melhor descrita como: aberto de forma parcial, instável e com trânsito controlado/limitado.

Há navios voltando a passar, especialmente petroleiros, e o fluxo de petróleo vem se recuperando. Relatos recentes indicam que algumas embarcações já retomaram a rota e que os preços do petróleo caíram justamente pela percepção de reabertura parcial e avanço das conversas diplomáticas.
Mesmo com o valor do barril de petróleo chegando ao valor “original” antes do conflito EUA x Irã, o valor de frete marítimo China continua desafiando importadores brasileiros.
A causa dos custos altos ainda pode ser atrelada ao início precoce de peak season, armadores realizando blank sailings para limitar espaço (e subir os preços) e agora, de fato a peak season começando.
#OPORTUNIDADE
Índia se destaca com a instabilidade no Oriente
Nossa equipe vem recebendo boas oportunidades via Índia, momento perfeito para importadores que possuem negócio no país das especiarias.
Consulte nossa equipe para saber mais.
#PANORAMAS DE IMPORTAÇÃO
Tempestade Tropical Arthur já vem causando disrupção nos EUA
A Tempestade Tropical Arthur já está impactando a Costa do Golfo dos EUA, com risco de atrasos operacionais em Houston e regiões próximas.
Além disso, seguimos atentos à temporada de furacões entre agosto e outubro, que pode afetar rotas e transit times.
Los Angeles, New York, Savannah, Charleston e Norfolk seguem com aumento de volumes e dwell times (paralisação de carga ou navio).
Ferroviário: Chicago, Atlanta e Charlotte continuam com congestionamentos e apresentaram aumento nos tempos de permanência.
Rodoviário: mercado segue pressionado pela falta de motoristas e pela alta demanda. A capacidade continua apertada para a alta temporada.
#PANORAMA
Europa e seus desafios
Com o início das férias de verão na Europa, já começamos a enfrentar os impactos ocasionados nesta época do ano.
Maersk aplicou aumento de fretes no tráfego Itália → Brasil por estar com superlotação.
CMA CGM: Aplicação de GRI devido à limitação de capacidade no porto de Hamburgo.
Maersk: Aumento nas rolagens de bookings pela falta de espaço devido a trânsito portuário, omissões e alterações de rotas.
COSCO: Continuidade da escassez de contêineres 20'DV no Norte da Europa e aumento da taxa de combustível. Também temos relatos de falta de equipamentos reefer na Bélgica.
Portugal e Espanha
Expectativa de redução de aproximadamente 50% da disponibilidade de motoristas durante o verão, gerando menor capacidade operacional, atrasos gerais e opção de rotas alternativas.
#EXPORTAÇÃO
Fretes mais altos e embarques antecipados pressionam rota marítima entre América Latina e América do Norte
O transporte marítimo entre a América Latina e a América do Norte passa por um momento de ajuste após um início de ano aquecido. Nos quatro primeiros meses, os volumes embarcados da América Central e do Sul para a América do Norte cresceram de forma consistente, impulsionados pela antecipação de cargas e pela tentativa de evitar possíveis impactos tarifários nos Estados Unidos.
Em maio, no entanto, esse ritmo perdeu força. O avanço anual dos volumes foi de apenas 1,2%, sinalizando uma postura mais cautelosa dos embarcadores diante dos custos elevados e das incertezas comerciais. A antecipação de embarques, conhecida como front-loading, ajudou a concentrar parte da demanda no início do ano, reduzindo o fôlego nos meses seguintes.
Apesar da desaceleração, os fretes seguem pressionados. As tarifas de contêineres no sentido América Latina–América do Norte estavam 29,5% acima do mesmo período do ano anterior em maio, embora já tenham recuado em relação aos picos registrados em janeiro, quando os aumentos superavam 40%.
No sentido contrário, da América do Norte para a América Central e do Sul, os fretes também apresentaram alta, mas de forma mais moderada, com avanço de 4,1% na comparação anual.
A boa notícia vem da confiabilidade operacional. A pontualidade dos serviços marítimos no corredor América Central/Sul–América do Norte melhorou para 68,4% no período de abril e maio, enquanto o atraso médio caiu para 6,36 dias. O cenário indica que, apesar dos custos ainda elevados, o mercado marítimo começa a mostrar sinais de maior estabilidade operacional.

#COISABOA
Petrobras anuncia redução de 14,5% no preço do combustível de aviação
A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (1º) uma redução de 14,5% no preço de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras. O reajuste mensal representa o segundo recuo consecutivo no valor do combustível utilizado por aviões e helicópteros.
Segundo a estatal, a redução equivale a R$ 0,81 por litro. Com o novo reajuste, o preço do QAV nas refinarias da companhia passa a variar entre R$ 4,67 e R$ 4,93 por litro.
De acordo com a Petrobras, a queda foi possível devido à atenuação dos efeitos que o conflito no Oriente Médio provocou sobre os preços internacionais dos derivados de petróleo. Apesar da redução registrada em julho, o combustível ainda acumula alta de 40,5% em relação ao fim de 2025, o que representa um acréscimo de R$ 1,39 por litro.
A diminuição das pressões sobre o mercado internacional também levou o governo federal a iniciar o processo de retirada dos subsídios concedidos às empresas produtoras e importadoras de combustíveis, medida que havia sido adotada para evitar um repasse abrupto dos custos ao consumidor final.
#ALÍVIO
Governo libera R$ 661 milhões para aliviar capital de giro das aéreas
O Banco do Brasil assinou na sexta-feira (26/6) contrato de empréstimo com quatro empresas aéreas, dentro das medidas adotadas pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para apoiar o setor em meio à alta do querosene de aviação (QAv). Gol e Azul solicitaram R$ 330 milhões cada, limite estabelecido por resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN).
A medida busca dar liquidez de curto prazo às empresas aéreas, em um cenário de pressão sobre os custos operacionais, especialmente em razão da alta do querosene de aviação nos últimos meses. Os recursos serão administrados pelo Banco do Brasil, com risco de crédito integralmente assumido pela União; uma solução similar à lógica de ações adotadas em momentos excepcionais, como as implementadas durante as enchentes no Rio Grande do Sul, e que buscam preservar a continuidade de serviços essenciais.
#AVIAÇÃOCIVIL
Região Sul lidera crescimento da aviação brasileira em 2026
A região Sul registrou o maior crescimento da movimentação aérea do país nos cinco primeiros meses de 2026. Entre janeiro e maio, os aeroportos de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul movimentaram 5.881.089 passageiros em voos domésticos e internacionais, alta de 10,3% em relação ao mesmo período do ano passado..
A expansão registrada na região Sul superou a observada nas demais regiões brasileiras entre janeiro e maio. Enquanto os aeroportos sulistas cresceram 10,3%, o Nordeste registrou alta de 9,46%, seguido pelo Centro-Oeste (5,32%), Sudeste (4,83%) e Norte (1,58%).
O Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre (RS), liderou a movimentação regional no acumulado do ano, com 1.609.622 passageiros, seguido pelos terminais de Curitiba (PR), com 1.208.247, e Florianópolis (SC), com 1.222.309 passageiros.

#ALERTA🚨
Falta de motoristas preocupa o transporte rodoviário no Brasil e acende alerta global
A escassez de motoristas profissionais vem se tornando um dos principais desafios para o transporte rodoviário de cargas no Brasil. Segundo levantamento apresentado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), 65,1% das transportadoras relatam dificuldade para contratar condutores, enquanto 44,6% afirmam ter vagas em aberto.
O problema já começa a afetar a operação das empresas, podendo limitar a expansão de frotas, deixar caminhões parados e pressionar prazos de distribuição em um país onde o modal rodoviário tem peso central na movimentação de cargas.
O problema é global.
De acordo com o mais recente relatório da International Road Transport Union (IRU), a falta de caminhoneiros deixou de ser uma dificuldade pontual ligada a ciclos de mercado e passou a representar uma ameaça estrutural ao transporte de cargas.
Hoje, há quase 3 milhões de vagas em aberto no mundo, enquanto o envelhecimento da força de trabalho deve agravar ainda mais o cenário nos próximos anos.
A crise de mão de obra já limita diretamente o crescimento das empresas. Na Europa, 63% dos operadores afirmaram que a falta de motoristas impede a expansão dos negócios, simplesmente porque não há profissionais suficientes para atender novos clientes.
A projeção demográfica é ainda mais preocupante.
A IRU estima que 3,86 milhões de motoristas de caminhão devem se aposentar até 2030, o equivalente a 12% da força de trabalho global.
Somente na Europa, a expectativa é de perda de cerca de 660 mil motoristas até o fim da década, além das mais de 500 mil vagas que já estão abertas atualmente.
Nos Estados Unidos, o setor também enfrenta pressão.
Estimativas da American Trucking Associations apontam uma falta de aproximadamente 82 mil motoristas em 2026, contra cerca de 78 mil em 2024. Se as tendências atuais de aposentadoria, rotatividade e baixa entrada de novos profissionais continuarem, o déficit pode ultrapassar 160 mil motoristas até 2031.
O cenário mostra que a falta de motoristas deixou de ser apenas um desafio de contratação e passou a ser um ponto estratégico para a logística global. Sem renovação da mão de obra, melhores condições de trabalho e políticas de atração para novos profissionais, o transporte rodoviário pode enfrentar custos mais altos, menor capacidade operacional e riscos crescentes para as cadeias de abastecimento.
Por hoje é só.
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