#SEMANA 43

🛢️ Barril de Petróleo (Brent) ↑ +8,16%
🚢 China → Brasil ↓ -15,52%
✈️ China → Brasil ↑ +17,21%

Período de comparação: 15 dias.

RESUMO DA EDIÇÃO

☠️ Ataques a navios no Estreito de Ormuz;
🔥 Navios em rota para Brasil pegam fogo;
🌏 Giro na Ásia
💰 Investimento Federal nos portos do Sul;
🔎 Análise de portos nas américas;
✈️ Aumento nas tarifas aéreas;
📈Crescimento no aéreo segue forte;
🚚 Índice de roubos de cargas rodoviárias no RJ cai;
ANTT atualiza piso mínimo de frete.
➕ E mais!

#EITA

Ataques a navios no Estreito de Ormuz deixam um porta-contêiner afundado

Dois porta-contêineres da Global Feeder Shipping (GFS) foram atingidos por ataques no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas estratégicas do comércio marítimo mundial.

O GFS Pride, com capacidade para 2.824 TEUs, pegou fogo e afundou após ser atingido. Já o GFS Giselle, de 4.350 TEUs, sofreu danos no casco, mas conseguiu navegar até uma área segura. Todos os 43 tripulantes foram resgatados sem ferimentos.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que um navio teria atingido uma mina marítima ao utilizar uma rota considerada não autorizada.

Segundo a Organização Marítima Internacional (IMO), este é o segundo naufrágio registrado desde o início do conflito entre EUA, Israel e Irã, em fevereiro.

Os ataques ampliam as preocupações com a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, elevando os riscos de interrupções logísticas, atrasos e possíveis aumentos nos custos do transporte marítimo.

#ABRUXATÁSOLTA

Dois porta-contêineres sofrem incêndios e colocam cargas destinadas ao Brasil em alerta

Dois incêndios envolvendo os porta-contêineres HMM Platinum e Espírito Santo Express acenderam o alerta no transporte marítimo internacional em outubro. Apesar de serem ocorrências independentes, ambos os casos podem impactar cargas destinadas ao Brasil.

O HMM Platinum, que transportava aproximadamente 2.300 contêineres da Índia, sofreu um incêndio e precisou desviar sua rota para a África do Sul. A embarcação tinha escalas previstas em Santos, Paranaguá, Navegantes e Rio Grande, levantando preocupações sobre atrasos e possíveis custos adicionais.

Já o Espírito Santo Express, com capacidade aproximada de 11.800 TEUs, enfrentou um incêndio no Atlântico Sul (1.100 km da costa do Rio de Janeiro), em uma ocorrência mais grave que levou ao abandono da embarcação pela tripulação, enquanto a FAB enviou uma aeronave de busca e salvamento ao Atlântico Sul. Até o fechamento desta edição o navio ainda se encontrava à deriva.

Além dos atrasos logísticos, os episódios reforçam a atenção para a possível declaração de Avaria Grossa, mecanismo que permite compartilhar despesas extraordinárias de salvamento entre os envolvidos na viagem.

O barato sai caro…

Se você pensa em economizar, pense duas vezes, pois situações como estas reforçam a contratação de seguro de cargas para seus fretes marítimo, uma opção que nosso time tem disponível para todos os tipos de fretes, seja marítimo ou aéreo.

#GIRA!

Situação na Ásia, tufão, atrasos e expectativas

Quem é organizado já se programou com suas cargas de final de ano para Black Friday, Natal e demais festividades, mas se você planeja agendar cargas com saídas próximas, dê um check em nosso panorama e expectativas para importações de origem Ásia até o fim de 2026.

Nos próximos dias 24 e 25 Ningbo deve receber a visita de mais um tufão, o que pode acabar gerando mais atrasos nas filas de atração e saída de navios (e consequentemente todo o resto).

Já em Qingdao, que fica a quase 1.000 km de Ningbo, o cenário é um pouco diferente: Há expectativas de treinamentos militares na região, o que deve afetar negativamente a logística nas próximas semanas, com atrasos previstos no transit time de 2-5 dias.

Apesar destes pesares, nossa equipe já vem observando mudanças com queda de valores de frete para esta pernada de final de ano. As quedas estão sendo constantes, mas não acentuadas, portanto não fique na expectativa de uma redução drástica no valor de frete entre uma semana e outra.

Nossa dica de ouro é aproveitar o momento e garantir sua reserva o quanto antes, pois com cenários instáveis no clima e atrasos oriundos da volta do feriadão chinês, é melhor ter um pássaro na mão do que dois voando.

#INFRAESTRUTURA

Fundo da Marinha Mercante aprova R$ 4,38 bilhões para a indústria naval da Região Sul

Nove projetos em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul contemplam construção de 19 embarcações, serviços e infraestrutura portuária

A indústria naval e os portos do Sul tiveram R$ 4,38 bilhões aprovados pelo Fundo da Marinha Mercante durante a 64ª reunião do Conselho Diretor (CDFMM), realizada no dia 8 de outubro. Os nove projetos em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul incluem a construção de embarcações, a ampliação de um estaleiro e obras de infraestrutura portuária, com estimativa de 3.675 empregos diretos.

Serão construídos rebocadores portuários, balsas porta-contêineres, embarcações multipropósito e unidades para o transporte de celulose e madeira. As propostas também contemplam conversões e docagens de cinco embarcações, a ampliação do estaleiro Navship, o Terminal Mar Azul e o projeto da concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá.

Terminal na Baía da Babitonga

O terminal Mar Azul, em São Francisco do Sul (SC), recebeu R$ 1,878 bilhão, o maior valor. O empreendimento será destinado à movimentação de carga geral, com foco em produtos siderúrgicos e fertilizantes.

O projeto prevê áreas de movimentação e armazenagem em terra e uma estrutura de atracação para navios e conjuntos de barcaça e empurrador. A estimativa é de 1.800 empregos diretos, com prazo de execução de 28 meses.

O projeto na Baía da Babitonga, prevê áreas de movimentação e armazenagem em terra e uma estrutura de atracação para navios e conjuntos de barcaça e empurrador.

Sem espaço para devolver os vazios, caminhões ficam parados e impedidos de realizar novas viagens, agravando congestionamentos e custos logísticos.

Diante do cenário, a Hapag-Lloyd suspendeu novos bookings para Manila, Batangas e Subic Bay, de todas as origens, inicialmente até 31 de dezembro.

Transportadores alertam que a crise já pressiona custos e pode contribuir para aumentos nos preços dos alimentos.

#FUTURO

América do Sul acelera investimentos portuários, mas enfrenta desafios regulatórios e operacionais

A América do Sul vive uma onda de investimentos em infraestrutura portuária, com projetos bilionários para ampliar a capacidade de movimentação de contêineres, modernizar equipamentos e melhorar a conectividade internacional.

No Brasil, os principais destaques são:

  • Suape (PE): APM Terminals inaugurou um terminal totalmente eletrificado, com investimento de US$ 350 milhões e capacidade inicial de 400 mil TEUs anuais.

  • Rio Grande (RS): investimentos superiores a R$ 1,1 bilhão até 2030, com previsão de elevar a capacidade para 3,2 milhões de TEUs.

  • Portonave (SC): programa de R$ 2 bilhões para modernização, eletrificação e ampliação da capacidade de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs.

  • Aracruz (ES): novo terminal desenvolvido pela Hapag-Lloyd e Imetame, com capacidade projetada de 1,2 milhão de TEUs e início previsto para 2028.

  • Santos (SP): o projeto Tecon Santos 10, estimado em US$ 970 milhões, segue aguardando leilão, agora previsto para 2027.

Nos demais países, os investimentos também avançam:

  • Peru: Callao projeta novas expansões, enquanto Chancay, operado pela Cosco, já ultrapassou Paita em movimentação de contêineres.

  • Equador: Posorja recebeu US$ 190 milhões em melhorias e uma nova conexão direta com a Ásia. Guayaquil também planeja ampliar sua infraestrutura.

  • Uruguai: Montevidéu investe US$ 455 milhões na expansão do terminal TCP, mas enfrenta disputas trabalhistas que já provocaram mais de 35 dias de interrupções operacionais em 2026.

O cenário é de crescimento, mas com obstáculos importantes: atrasos em concessões, disputas regulatórias, greves e limitações de infraestrutura.

Para importadores e exportadores, os projetos representam oportunidades de novas rotas, maior capacidade operacional e possíveis ganhos de eficiência logística nos próximos anos.

#INFORMAÇÃO

Fim de ano geram aumento nas tarifas aéreas

Essa notícia não pega o profissional de surpresa

Como nossa equipe já previu em nossa última edição, a expectativa de fretes aéreos segue em alta no valor de fretes até o fim do ano.

Por ser a opção de entregas mais rápidas, o transporte aéreo acaba sofrendo atrasos e aos poucos colapsando devido ao aumento significativo de cargas para o fim de ano.

Lançamento de iPhone, Black Friday, Natal… tudo isso entra no bolo de cargas aéreas no final do ano, o que está fazendo que cias aéreas aumentem seu valor de frete e não fornecendo prioridade para cargas volumosas.

Importações dos Estados Unidos acabam sendo afetadas também justamente por estes fatores.

Situação na Europa

Apesar de relatos de instabilidades no velho continente, nossa equipe não teve relato de atrasos ou paralisações.

Alemanha: Voos diretos para VCP e GRU estão mais disputados devido à alta demanda de cargas farmacêuticas da Europa para a América do Sul.

Valores devem ter revisões a partir de segunda-feira, 12 de Outubro

Planejamento e antecedência serão fundamentais. Para cargas previstas para esse período, recomendamos antecipar os bookings sempre que possível, reduzindo a exposição a possíveis atrasos, falta de espaço e aumentos de frete conforme as principais datas do calendário se aproximam.

Nossa equipe está atenta e ágil para envio de cotações e solucionar todas as suas dúvidas para este momento de revisões.

#VEMQUETEM

Consolidadas Fast Shipping

Confira as nossas rotas consolidadas no aéreo:

🥨 Alemanha → Guarulhos
🗺️ Rota: FRA x LIS/MAD x GRU
📅 Frequência: Semanal
⏱️ Transit Time: 2/3 dias

🗽 EUA → Guarulhos
🗺️ Rota: MIA x MCO x GRU
📅 Frequência: Semanal
⏱️ Transit Time: 1/2 dias

🗽 China → Guarulhos
🗺️ Rota: PVG x DFW x JFK x GRU
📅 Frequência: Semanal
⏱️ Transit Time: 12/14 dias

🤌🏼 Itália → Guarulhos
🗺️ Rota: MXP x LIS x NBJ x GRU
📅 Frequência: Semanal
⏱️ Transit Time: 3/4 dias

Devido ao cenário atual de restrição de espaço no mercado aéreo, alguns embarques podem apresentar retenção em conexões e extensão no transit time previsto.

Todos os embarques permanecem sujeitos à disponibilidade de espaço das companhias aéreas no momento da confirmação.

#NOVIDADE

Aviação do Brasil segue com número recorde de passageiros em 2026

O Ministério do Turismo (MTur) reporta hoje que o Brasil bateu, mais uma vez, um recorde na aviação doméstica em 2026. De janeiro a setembro, 76,8 milhões de passageiros voaram pelo país, o que corresponde a um número 3,4% superior aos 74,3 milhões contabilizados no mesmo período do ano passado. É a primeira vez desde o início da série histórica, em 2000, que o Brasil ultrapassa a marca dos 76 milhões de passageiros.

O mês de setembro de 2026 registrou 8,5 milhões de passageiros, mantendo o patamar recorde alcançado no ano passado.

O país também registrou recorde no número de passageiros internacionais: foram 22,7 milhões de janeiro a setembro deste ano, ante 21,1 milhões no mesmo período de 2025 (alta de 7,2%). O mês passado foi o maior já registrado também: 2,3 milhões (4% maior que setembro de 2025).

Airbus prevê que tráfego aéreo no Brasil irá dobrar até 2045

De acordo com os dados do GMF da fabricante europeia, o Brasil deve passar de 114 milhões de passageiros (PAX) em 2025 para 233 milhões em 2045, um crescimento de 2 vezes, com taxa composta anual de crescimento (CAGR) de 3,3%.

O estudo também projeta um aumento significativo na frequência de viagens aéreas per capita no país: de 0,5 viagem por habitante em 2025 para 1,0 viagem em 2045. Ou seja, o brasileiro deverá voar, em média, o dobro do que voa hoje.

Para atender a essa demanda, a Airbus estima que a frota necessária para servir o país também crescerá de forma relevante. Em 2025, o mercado brasileiro deve contar com 459 aeronaves de corredor único (narrowbody) e 133 de duplo corredor (widebody). Já em 2045, esses números sobem para 855 narrowbodies e 236 de widebodies.

A notícia é excelente, pois mostra o crescimento contínuo na aviação brasileira e que abre cada vez mais portas, oportunidades de novas rotas e frequência para o frete de cargas aéreas.

#DEOLHO

Roubo de cargas cai 47% no Rio de Janeiro, mas prejuízos continuam aumentando

O roubo de cargas no Rio de Janeiro caiu 47% em setembro de 2026, passando de 182 ocorrências no mesmo mês de 2025 para 96 registros, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP).

Apesar da redução, o cenário ainda preocupa o setor logístico. Entre janeiro e setembro, foram registrados 2.131 roubos, queda de apenas 1,4% em relação ao ano anterior.

O principal alerta está no valor das mercadorias roubadas. Em agosto, mesmo com uma redução de 26% nas ocorrências, os prejuízos aumentaram 61%, chegando a R$ 16,99 milhões. Segundo o Sindicarga, criminosos estão priorizando caminhões com cargas de maior valor.

Alguns corredores logísticos continuam críticos. Na Avenida Brasil, os roubos de cargas cresceram 23,3% entre janeiro e agosto.

Para combater a criminalidade, o governo iniciou a Operação Corredores Logísticos, reunindo forças policiais federais e estaduais.

Para transportadoras e embarcadores, o alerta permanece: investir em gerenciamento de riscos, rastreamento e seguro de cargas continua sendo essencial, mesmo diante da redução das ocorrências

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